domingo, 4 de maio de 2008

Não volta

Foi para cima
Foi
Mais em cima
Foi

Pára, tá baixo
Sobe!
Pode?
Acho

Para cima!
Foi
Foi
Em cima!

Pára, disse
Foi
Foi
Pára, ouvisse?

Para o lado
Foi
Foi
Pára, de lado

Não foi
Oi!
Foi
Se foi...

Mas volta
Se foi, então
Volta não
Se volta...

Espera!
Espera só
Tem dó
Já era

Oi!
Alô
Mô?
Se foi

sábado, 3 de maio de 2008

Redes de computadores na educação.

Não é nenhum mistério que o homem busca incessantemente a comunicação com seus semelhantes, explorando os métodos conhecidos e inventando outros que possam ser eficientes no que tange ao custo, rapidez e interatividade, e precisos no que tange à garantia de confiança (segurança) no resultado final. Como conseqüência desta intensa obsessão, gozamos de diversas facilidades que, mesmo recentes, nos adaptamos muito rapidamente. Só para registrar, a Europa demorou meses para tomar conhecimento do falecimento do presidente Lincon dos Estados Unidos. Você consegue imaginar como seria atualmente num mundo globalizado e eletronicamente dependente como o nosso? Certamente que em tempo real.
Entre os meios de comunicação reais e atuais, neste artigo voltamos nosso foco às redes de computadores e influências na educação. Para início de conversa, vamos definir “redes” como a forma de comunicação que utiliza mecanismos eletrônicos (computador e pal-m top) através da união destes entre si, fazendo uso de conexões físicas (LAN: Local Area Network) e/ou lógicas (Internet). No primeiro caso, computadores são conectados em um ambiente particular e compartilham-se da forma “Workgroups” (acesso mútuo) ou cliente-servidor (uma máquina denominada servidor é acessada pelas demais) enquanto na Internet você pode acessar todos os ambientes (sites) e compartilhar informações. Se estas informações são exclusivas a um grupo, chamamos de Intranet.

Conquista das redes como meio principal de comunicação
Quando comecei a ministrar treinamentos em informática (isso tem mais de dez anos), não conseguia enxergar no computador, uma força de comunicação prática e usual. As infinitas “brigas” por uma fatia nos mercados de “software” e “hardware”, a resistência dos usuários do “MSDOS” ao ambiente gráfico e a verdadeira transformação do Brasil como um país mais aberto politicamente aos produtos externos, nos impediram de fato que puséssemos nos estabilizar em uma linha de raciocínio para, quem sabe, prever alguma coisa. Tudo era possível e qualquer palpite era encarado como “papo de rua”. Vencida a “guerra” do ambiente gráfico, definidas as supremacias da Intel e Microsoft em “hardware” e “software” respectivamente, pudemos acompanhar numa velocidade mais síncrona com a nossa capacidade (na época) de absorver as novas tecnologias. Ficou fácil prever.
Na mesma época veio a abertura da Internet para o mundo e com ela o estouro como o meio de comunicação mais usado do planeta. Paralelo a tudo isso, ficou fácil criar uma rede com os sistemas operacionais altamente interativos e com a tecnologia “Plug and Play” (plugar e ligar/usar).

Praticidade aos educadores e educandos
Ainda me lembro da quantidade de papel (cópias, cadernos, recortes...) que éramos obrigados a levar para estudar para as provas. Caramba, não consigo nem olhar para traz. Sem falar no trabalhão quando tínhamos que perder um dia de aula. Ninguém queria emprestar o caderno com medo de que faltássemos e não devolvêssemos. Ah, isso faz um bom tempo. Graças a Deus!
Hoje, a maioria dos professores (a minoria em período de transição) já disponibiliza a matéria no servidor do laboratório do colégio ou faculdade e muitas vezes na Internet. Quanto às aulas que um aluno vier a faltar é só acessar o dia da aula no computador de um colega e gravar através da rede para seu micro (ou disquete...).
Você se recorda (se tiver idade para isso) de quando o professor pedia uma pesquisa sobre determinado assunto? Levava horas, dias e até meses à procura de um material didático com “algo” sobre a questão. Agora é só digitar o que procura e...)
Alguns educadores – correndo o risco de ficarem obsoletos – defendem, claro que é uma utopia, que o aluno deve ter o trabalho de pesquisar e que é saudável todo o tempo tomado. Quer saber a minha opinião? Acho que o tempo deve sobrar para que o aluno não se aliene, colocando assim sua capacidade à mercê de uma única fonte de conhecimento.

Conseqüências negativas
Sabemos que juntamente com as praticidades vêm as “tentações” que trazem consigo recursos escandalosamente mágicos. Na Internet encontramos tudo e para todos os gostos e necessidades. Um aluno pode por exemplo adquirir um trabalho pronto (pagando ou não) e alterar apenas o nome do autor. Desta forma ele não lerá e nem tão pouco aprenderá.
Uma outra possível conseqüência é a facilidade que se tem de versionar obras literárias e comprometer com isso o conteúdo original. Embora muito comum na Internet, não podemos culpá-la, uma vez que ela é apenas um veículo e o ser humano (sujeito ativo) é que possui a índole, consciência...
Imprescindível mencionar que toda essa tecnologia que nos dá acesso rápido e dinâmico, facilita muito o encontro de obras especificamente técnicas com pessoas maliciosas ou despreparadas. Há pouco tempo visitei um site em que eram divulgadas receitas de bomba caseira de uma faculdade de engenharia química do Brasil. Claro, este é um exemplo radical, mas o simples fato de um livro de professor (com todas as respostas) chegar à mão de um aluno da quinta série por exemplo, dará fim ao dever de casa.
Embora eu tenha citado algumas conseqüências negativas, você pôde analisar e concluir que a “alma” de todos esses problemas é exclusividade daquele que atua intencionalmente. A regulamentação da Internet é impossível de ser feita até mesmo por pais que “marcam em cima”, de maneira que, como imposição dos tempos modernos, teremos que aprender a nos conscientizar e criar nossos próprios limites. Ora, convivemos com uma fartura de alimentos em nosso armário e geladeira e nem por isso comemos tudo. Sabemos o que é certo na hora certa e essa fase da Internet como novidade é passo certo direcionado para o comum.

É possível impedir que as denominadas “conseqüências negativas” aconteçam?
Impedir, eu confesso que é “surrealismo”, contudo tentar dificultar eu não acho em vão. Quanto mais dinâmica a aula for, mais distante estarão os riscos de trabalhos e exercícios prontos. Fazer com que haja interatividade na tríade aluno-trabalho-turma é uma garantia de que o aluno no mínimo se preparará para a apresentação à turma.
O professor, como sempre foi, é peça fundamental e insubstituível à educação do educando, porém é uma exigência da atualidade que se receba um “feedback” daquilo que é passado.
Com cada vez mais alunos, o professor não consegue os atingir com individualidade. Desta forma, a divisão da turma em grupos de pesquisa é o grande paliativo para encontrar aquele que não participa. Afinal, que grupo quer levar um membro “nas costas”?

Conclusão
As regras são estabelecidas e colocadas na gigante mesa educacional, trazendo a nós (alunos e educadores) constantes mudanças e imposições. Aderir com adaptação e modelagem a essas regras é fundamental e lutar contra a maré pode até permitir que se ganhe uma batalha em dia de mar estável, mas perder-se-á mil quando a situação for inversa. Não acompanhar e acatar de maneira inteligente às regras é cavar a própria cova e assumir a incapacidade de lecionar com as atuais e ilimitadas redes de comunicação entre computadores.