quarta-feira, 1 de junho de 2011

Projeto de Assentamento maranhense recebe escola com laboratório de informática

As famílias do Projeto de Assentamento (PA) Maravilha, localizado no município de Porto Franco, região sul do Maranhão, comemoraram este mês os 12 anos de criação do assentamento, e o presente não poderia ter sido melhor.




Alunos conhecem laboratório de informática da Escola Municipal do Assentamento Maravilha.



O PA recebeu, no dia 10 de janeiro, uma nova escola, fruto da parceria entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Maranhão (Incra/MA) e a Prefeitura de Porto Franco. A escola inaugurada conta com três amplas salas de aula, cantina e um laboratório de informática com cinco computadores com monitor de cristal líquido (LCD). Antes, já havia no assentamento uma escola pequena com duas salas de aula, agora serão cinco.

Leia na íntegra

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Responsabilidade social individual e ativismo social: eu por quem?

Desde os antigos sistemas de organização da sociedade, o estado se coloca como responsável pelas questões sociais, não se limitando ao controle (polícia, soldados, fiscais etc) do que foge ao acordado no âmbito das questões privadas. Desta forma, esse “estado” - em determinado contexto do tempo - sempre fez questão, de uma forma ou de outra, mas oportunamente, de explorar os aparelhos que organizam ou estruturam o modelo social (religião, escola, meios de comunicação etc). O tempo, posteriormente provado por Einstein na teoria da relatividade, é o campo da nossa experiência social, um lugar ou palco da historiografia crescente e, para iniciarmos a nossa reflexão temática, ignoraremos as outras “peças teatrais” históricas que precederam o cenário que vimos hoje, imaginando o estado pós-moderno como um corpo poderoso e patrocinado por nós mesmos, conjuntamente com as companhias privadas entre outras organizações não governamentais.

A primeira pergunta que se faz é simples, mas pode levar a uma dimensão filosófica interminável se viajarmos na ressignificância de paradigmas concebidos que não sofreram crise1: o que é responsabilidade social e ambiental? Responsabilidade social e ambiental (RSA) é um conjunto de ações preventivas, mitigadoras ou de correção em caráter social ou ambiental que pelo fato de ser “responsabilidade” pressupõe que há compromisso e este pode ser assumido por qualquer agente (estado, companhias, ONGs etc) na forma institucionalizada. Você deve se perguntar: mas uma ONG, por exemplo, não pode fazer alguma coisa que não tenha compromisso ou responsabilidade de fazer sempre, como doação de alimentos para vítimas de terremoto? A resposta é simples: sim! Mas isso não se trata de responsabilidade social e sim uma ação (ou atividade) solidária que quem ganha é a sociedade. Você poderia argumentar: mas e se o porquê de existência da ONGs for atender às vítimas de terremotos que acontecem? Aí sim, temos uma ONG atuando com responsabilidade (compromisso) com o que propôs. Então vem uma nova pergunta: e a prefeitura que ajuda essas vítimas, é responsável? Pode ser que sim, se o terremoto for oriundo de questões que caracterizam a obrigação legal formalizada (pergunte-se: qual é o papel dela em relação a isso?).

1A crise de um paradigma se deve, principalmente, aos constantes debates científicos no ramo das exatas, mas pode ocorrer em qualquer linha científica cujo significado não supre as necessidades de um contexto.

Diante da significação de responsabilidade nos contextos social e ambiental, há o nascimento de outros termos derivados que podemos conhecer como subdivisão da responsabilidade ou classificação da matriz de atuação. Destaco aqui os seguintes termos:

Termo

Sujeito

Escopo

Responsabilidade Social Empresarial (RSE)

As companhias, fundações, comércio etc.

Prevenir, corrigir ou amenizar impactos causados pelo processo produtivo de uma empresa (privada ou pública), com aplicação de projetos, programas, campanhas etc.

Responsabilidade Social pela própria existência

Organizações não governamentais

Prevenir, corrigir ou amenizar impactos causados por fontes diversas (empresa, estado, exploração, falta de informação etc) monitorando, denunciando e avaliando em determinado período.

Outros organismos (formais ou informais) constituídos

Responsabilidade social individual

Indivíduo no papel de voluntário em propostas corporativas, ONGs, comunitárias etc.

Ser colaborador para uma causa em que se somam as forças individuais.

É o indivíduo visto como voluntário de um programa de responsabilidade da sua empresa (RSE) ou outras organizações.

Indivíduo ao acatar questões legais

Se estabelece aí uma responsabilidade em condição “sine qua non”, onde há obrigatoriedade e daí a responsabilidade que, se facultada, acarreta em sansões legais.

Participação como voluntário em acordos orgânicos comunitários (ou intercomunitários) e até mesmo com envolvimento de empresas voluntárias, como companhia de lixo urbano, saneamento etc.

O indivíduo aí é um voluntário que assume a responsabilidade individual para um papel acordado com sua comunidade ou empresa prestadora de serviço público.

A partir do que fora visto aqui, é possível que um indivíduo, com suas próprias ideias – por si mesmo motivado – tenha ações sociais? Veja o que diz o sociólogo colombiano José Bernardo Toro: “o agir ou não agir de cada um, contribui para a formação e consolidação da ordem em que vivemos”. Observaram como fica clara a importância de exercitar a nossa Responsabilidade Social Individual (RSI) para nos tornarmos um “ser humano melhor”.

Com esse constante exercício, o indivíduo passa assumir, segundo Maria Elena Pereira Johannpeter: “uma postura de construtor e colaborador para uma causa comum. Uma tomada de decisão ética, em que a consciência mobilizada age no sentido de trabalhar valores internos que despertem na pessoa o seu potencial como agente transformador”.

Ora, evidente então que o indivíduo que participa de ações sociais é um responsável social individual e essa participação pode levar ao fortalecimento de sua consciência individual não institucionalizada, tornando-o um ativista social, enxergando oportunidades para ser solidário com o mundo, de uma forma geral. Ser um ativista sem ter o compromisso externo institucionalizado (a responsabilidade) é o que poderá transformar o mundo sem necessidades de políticas afirmativas (leis, fiscalização, penalidades etc), sobrando tempo para que o estado limite-se à promoção de um ambiente favorável e estimulante para todos, com condições iguais, rompendo o paradigma da dicotomia “lei e organização” como geradoras exclusivas das ações sociais. Ser um ativista social frequente é assumir para si, a “responsabilidade” subjetiva (eu por mim mesmo) e não controlada externamente, que – portanto - não pode ser chamada de responsabilidade social, porque compõe o ser diante das suas preferências e valores não homogêneos e não institucionalizados, já que a responsabilidade assumida pela pessoa, diante da sua própria e particular subjetividade, é um compromisso consigo mesma.

Entretanto, para o bem da nossa reflexão, é do ativista que nascem as ideias. Um ativista desencadeia seus valores em ações e, ao desenvolver a grandeza destas ações – naturalmente ou por um outro fator externo (crescimento da demanda, necessidade de formalização legal etc) – as ideias se canalizam em foco, escopo ou objetivo para que se institucionalizem. Ora, mas é possível que na passividade (por motivos quaisquer) haja um ativista também, porém sem ações, mas concebendo as suas ideias como uma forma de atividade social (ou ambiental).

Para o mundo, portanto, vale refletir a mudança social gerada de forma contagiante, através de uma corrente interminável do bem, já que de experiências como voluntário pode nascer no sujeito um ativista sensibilizado por uma ou mais causas e, dessa forma, uma ideia poderá também surgir e se institucionalizar em um programa social (projeto, campanha etc) que venha a recrutar outros voluntários.


Referências bibliográficas

Brasil, Responsabilidade Social Individual
http://www.tribosparceirosvoluntarios.org.br/Lists/Glossrio/DispForm.aspx?ID=25
Acesso em 2 de julho de 2010.

Brasil, Universidade Positivo, Entrevista com Eliziane Gorniak (HSBC)
http://www.up.com.br/up/conteudo/840/entrevista-com-eliziane-gorniak.aspx
Acesso em 10 de julho de 2010

Brasil, Secretaria da Justiça e Desenvolvimento Social, Entrevista Maria E. P. Johannpeter
http://www.stcas.rs.gov.br/portal/index.php?menu=artigo_viz&cod_noticia=2994
Acesso em 8 de agosto de 2010.


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Solo verde encardido

Muito longe da cidade
Jogos laços de pescoço
Boi sentado em cim'um moço
Que apesar da pouca idade
Leva a vida dura em osso

N'aventura de viver
Pesado, triste, um boi velho
Nunca foi levado a sério
Certa a morte desse ser
Num minuto um mistério
Sofre até não poder ver

O menino, um rapaz
Botas presas com metal
Não se sente um ser mal
Porque sabe qual sua paz
Ao andar no matagal

Mas a presa não é leve
Puxa seco, outro bicho
Forte novo, mais arisco
Desconhece o que sucede
Força tanto, o fraco, lixo
Muito mais do que se deve

O herói do mato e a corda
Bem ao lado o velho e o forte
Leva firme, o laço, a sorte
Logo as quatro então acorda
Pensa na sua nova morte

Mais um dia para os dois
O bicho forte e o do laço
Vão traçar um novo passo
Atormentando outros bois
Que vencidos por cansaço
Quem não morre vai depois

domingo, 4 de maio de 2008

Não volta

Foi para cima
Foi
Mais em cima
Foi

Pára, tá baixo
Sobe!
Pode?
Acho

Para cima!
Foi
Foi
Em cima!

Pára, disse
Foi
Foi
Pára, ouvisse?

Para o lado
Foi
Foi
Pára, de lado

Não foi
Oi!
Foi
Se foi...

Mas volta
Se foi, então
Volta não
Se volta...

Espera!
Espera só
Tem dó
Já era

Oi!
Alô
Mô?
Se foi

sábado, 3 de maio de 2008

Redes de computadores na educação.

Não é nenhum mistério que o homem busca incessantemente a comunicação com seus semelhantes, explorando os métodos conhecidos e inventando outros que possam ser eficientes no que tange ao custo, rapidez e interatividade, e precisos no que tange à garantia de confiança (segurança) no resultado final. Como conseqüência desta intensa obsessão, gozamos de diversas facilidades que, mesmo recentes, nos adaptamos muito rapidamente. Só para registrar, a Europa demorou meses para tomar conhecimento do falecimento do presidente Lincon dos Estados Unidos. Você consegue imaginar como seria atualmente num mundo globalizado e eletronicamente dependente como o nosso? Certamente que em tempo real.
Entre os meios de comunicação reais e atuais, neste artigo voltamos nosso foco às redes de computadores e influências na educação. Para início de conversa, vamos definir “redes” como a forma de comunicação que utiliza mecanismos eletrônicos (computador e pal-m top) através da união destes entre si, fazendo uso de conexões físicas (LAN: Local Area Network) e/ou lógicas (Internet). No primeiro caso, computadores são conectados em um ambiente particular e compartilham-se da forma “Workgroups” (acesso mútuo) ou cliente-servidor (uma máquina denominada servidor é acessada pelas demais) enquanto na Internet você pode acessar todos os ambientes (sites) e compartilhar informações. Se estas informações são exclusivas a um grupo, chamamos de Intranet.

Conquista das redes como meio principal de comunicação
Quando comecei a ministrar treinamentos em informática (isso tem mais de dez anos), não conseguia enxergar no computador, uma força de comunicação prática e usual. As infinitas “brigas” por uma fatia nos mercados de “software” e “hardware”, a resistência dos usuários do “MSDOS” ao ambiente gráfico e a verdadeira transformação do Brasil como um país mais aberto politicamente aos produtos externos, nos impediram de fato que puséssemos nos estabilizar em uma linha de raciocínio para, quem sabe, prever alguma coisa. Tudo era possível e qualquer palpite era encarado como “papo de rua”. Vencida a “guerra” do ambiente gráfico, definidas as supremacias da Intel e Microsoft em “hardware” e “software” respectivamente, pudemos acompanhar numa velocidade mais síncrona com a nossa capacidade (na época) de absorver as novas tecnologias. Ficou fácil prever.
Na mesma época veio a abertura da Internet para o mundo e com ela o estouro como o meio de comunicação mais usado do planeta. Paralelo a tudo isso, ficou fácil criar uma rede com os sistemas operacionais altamente interativos e com a tecnologia “Plug and Play” (plugar e ligar/usar).

Praticidade aos educadores e educandos
Ainda me lembro da quantidade de papel (cópias, cadernos, recortes...) que éramos obrigados a levar para estudar para as provas. Caramba, não consigo nem olhar para traz. Sem falar no trabalhão quando tínhamos que perder um dia de aula. Ninguém queria emprestar o caderno com medo de que faltássemos e não devolvêssemos. Ah, isso faz um bom tempo. Graças a Deus!
Hoje, a maioria dos professores (a minoria em período de transição) já disponibiliza a matéria no servidor do laboratório do colégio ou faculdade e muitas vezes na Internet. Quanto às aulas que um aluno vier a faltar é só acessar o dia da aula no computador de um colega e gravar através da rede para seu micro (ou disquete...).
Você se recorda (se tiver idade para isso) de quando o professor pedia uma pesquisa sobre determinado assunto? Levava horas, dias e até meses à procura de um material didático com “algo” sobre a questão. Agora é só digitar o que procura e...)
Alguns educadores – correndo o risco de ficarem obsoletos – defendem, claro que é uma utopia, que o aluno deve ter o trabalho de pesquisar e que é saudável todo o tempo tomado. Quer saber a minha opinião? Acho que o tempo deve sobrar para que o aluno não se aliene, colocando assim sua capacidade à mercê de uma única fonte de conhecimento.

Conseqüências negativas
Sabemos que juntamente com as praticidades vêm as “tentações” que trazem consigo recursos escandalosamente mágicos. Na Internet encontramos tudo e para todos os gostos e necessidades. Um aluno pode por exemplo adquirir um trabalho pronto (pagando ou não) e alterar apenas o nome do autor. Desta forma ele não lerá e nem tão pouco aprenderá.
Uma outra possível conseqüência é a facilidade que se tem de versionar obras literárias e comprometer com isso o conteúdo original. Embora muito comum na Internet, não podemos culpá-la, uma vez que ela é apenas um veículo e o ser humano (sujeito ativo) é que possui a índole, consciência...
Imprescindível mencionar que toda essa tecnologia que nos dá acesso rápido e dinâmico, facilita muito o encontro de obras especificamente técnicas com pessoas maliciosas ou despreparadas. Há pouco tempo visitei um site em que eram divulgadas receitas de bomba caseira de uma faculdade de engenharia química do Brasil. Claro, este é um exemplo radical, mas o simples fato de um livro de professor (com todas as respostas) chegar à mão de um aluno da quinta série por exemplo, dará fim ao dever de casa.
Embora eu tenha citado algumas conseqüências negativas, você pôde analisar e concluir que a “alma” de todos esses problemas é exclusividade daquele que atua intencionalmente. A regulamentação da Internet é impossível de ser feita até mesmo por pais que “marcam em cima”, de maneira que, como imposição dos tempos modernos, teremos que aprender a nos conscientizar e criar nossos próprios limites. Ora, convivemos com uma fartura de alimentos em nosso armário e geladeira e nem por isso comemos tudo. Sabemos o que é certo na hora certa e essa fase da Internet como novidade é passo certo direcionado para o comum.

É possível impedir que as denominadas “conseqüências negativas” aconteçam?
Impedir, eu confesso que é “surrealismo”, contudo tentar dificultar eu não acho em vão. Quanto mais dinâmica a aula for, mais distante estarão os riscos de trabalhos e exercícios prontos. Fazer com que haja interatividade na tríade aluno-trabalho-turma é uma garantia de que o aluno no mínimo se preparará para a apresentação à turma.
O professor, como sempre foi, é peça fundamental e insubstituível à educação do educando, porém é uma exigência da atualidade que se receba um “feedback” daquilo que é passado.
Com cada vez mais alunos, o professor não consegue os atingir com individualidade. Desta forma, a divisão da turma em grupos de pesquisa é o grande paliativo para encontrar aquele que não participa. Afinal, que grupo quer levar um membro “nas costas”?

Conclusão
As regras são estabelecidas e colocadas na gigante mesa educacional, trazendo a nós (alunos e educadores) constantes mudanças e imposições. Aderir com adaptação e modelagem a essas regras é fundamental e lutar contra a maré pode até permitir que se ganhe uma batalha em dia de mar estável, mas perder-se-á mil quando a situação for inversa. Não acompanhar e acatar de maneira inteligente às regras é cavar a própria cova e assumir a incapacidade de lecionar com as atuais e ilimitadas redes de comunicação entre computadores.

quinta-feira, 20 de março de 2008

História ao mar

Mar que balança
Empurrado pelo vento
Forte como uma lança
Acaba com o tormento

Leva para longe
Todo o mal com o tempo
Deixa a paz de um monge
Sentado em seu templo

Fica vezes solidão
Mas ainda andas
Jamais escuridão
Apenas ondas

Um mar para cada um
Singular como o ser
Uma história nunca comum
Que nunca volta a ver

Purifica pelo longe que leva
Pela força do branco sal
A alma se eleva
Então adeus àquele mal

quarta-feira, 19 de março de 2008

Medo afasta amor

Um dia ver
Sofrer em ter
Alguém por perto
Com muito afeto
Entrando em parafuso
Por uma mudança de fuso

Resolve correr
Para não temer
O que é incerto
Por parecer muito correto
Sente-se em uso
E cai em desuso

Adeus amor